Euforia com Bolsonaro faz Ibovespa subir 4,75%
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segunda-feira, 08 de outubro de 2018
Agência Estado 
B3 registra maior volume financeiro da história
Os 16 pontos porcentuais de vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) no primeiro turno da eleição presidencial abriram espaço para uma corrida dos investidores ao mercado de ações nesta segunda-feira (8). Como resultado de uma visão mais otimista em relação ao próximo governo, o Índice Bovespa teve alta de 4,57%, aos 86.083 pontos, maior nível desde 16 de maio e maior alta em mais de dois anos. O rali fez a B3 registrar o maior volume financeiro nominal da sua história, com R$ 28,9 bilhões.
Petrobras PN sobre 11,02% e a ON, 9,49%
As ações do chamado "kit eleição" ou "kit Brasil" foram mais uma vez o destaque do dia. Petrobras PN foi a ação mais negociada do dia, com R$ 947,7 milhões movimentados, e teve alta de 11,02%. Petrobras ON subiu 9,49%. As ações do setor financeiro subiram em bloco, mas tiveram Banco do Brasil ON bem à frente da média, com 9,68% de ganho. Por fim, Eletrobras ON e PNB dispararam 17,33% e 18,31%, respectivamente. "Até as eleições, o mercado vinha operando com um otimismo contido, não querendo arriscar muito. Hoje, os investidores viram o cenário bem mais definido", disse Glauco Legat, analista da Spinelli Corretora, ao justificar o aumento brusco no volume de negócios.
Dólar fecha no menor nível em dois meses
O dólar à vista fechou a segunda-feira no menor nível em dois meses, cotado em R$ 3,7635, com queda de 2,40%. O resultado do primeiro turno das eleições animou os investidores. A votação expressiva de Jair Bolsonaro e o fato de seu partido, o PSL, conseguir a segunda maior base na Câmara, o que aumenta a possibilidade de, se eleito, avançar com as reformas, ajudaram a fortalecer o real, de acordo com operadores. O real teve nesta segunda o melhor desempenho ante o dólar considerando uma cesta de moeda dos principais mercados emergentes. "A força de Bolsonaro aumenta a chance de reformas pró-mercados", avalia o economista sênior da consultoria inglesa Pantheon Macroeconomics, Andrés Abadia.
DI para janeiro de 2025 tem mínima de 10,74%
Os juros futuros confirmaram no fechamento da sessão regular forte queda exibida desde a abertura dos negócios, refletindo o resultado das eleições. Mais sensíveis ao risco político, as taxas longas foram as que mais caíram. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou quase 60 pontos-base, para 10,14%, patamar mais baixo desde 24/05/2018. O ajuste de sexta-feira foi de 10,734%. O DI para janeiro de 2025 terminou na mínima de 10,74%, ante 11,353% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,246% para 7,85% e a do DI para janeiro de 2021 fechou em 8,89%, de 9,395% no ajuste anterior.


