EUA são peça-chave para liberação do comércio agrícola
Vladimir Goitia
Agência Estado
Os Estados Unidos, a maior potência agrícola do mundo e um dos países que mais subsidiam esse setor no planeta, serão a peça-chave na liberalização desse mercado, um dos mais fechados e onde existe o maior número de barreiras tarifárias e não-tarifárias. De acordo com o embaixador Carlos Antônio Rocha Paranhos, chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério de Agricultura, a posição dos EUA sobre a questão agrícola nas futuras negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) será essencial para obter ou não um maior acesso aos mercados europeu e asiático, além do próprio norte-americano.
Para o embaixador, o fato de o secretário de Agricultura dos EUA, Dan Glickman, ter aceitado o convite para a reunião do Grupo de Cairns, de ontem até domingo em Buenos Aires, é um sinal positivo de que os EUA têm interesse em chegar a uma posição não necessariamente comum com os países do Grupo de Cairns, mas a um consenso sobre a importância da liberalização agrícola em alguns setores.
Acredito que algumas das posições norte-americanas estão muito próximas das do Grupo de Cairns, disse o embaixador. O embaixador participou ontem da primeira reunião técnica dos membros do grupo. Entre hoje e amanhã, eles devem definir os termos da declaração que, depois, será assinada pelos ministros de Agricultura.
O embaixador disse ainda que a visita de Glickman, que acabou não participando da última reunião do Grupo de Cairns, na Austrália, servirá também para mostrar aos europeus que as negociações na OMC sobre a questão agrícola serão levadas muito a sério.





