São Paulo Seja no contexto da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), seja em negociações diretas entre Brasil (ou o Mercosul) e Estados Unidos, alguns dos principais focos de tensão com o principal parceiro comercial do País são conhecidos: aço, suco de laranja, etanol. Segundo um estudo da Embaixada do Brasil em Washington, cerca de 60% dos produtos exportados pelo Brasil aos EUA são afetados por restrições tarifárias e não tarifárias.
A média tarifária aplicada pelos EUA sobre os 20 principais produtos de exportação do Brasil para o mundo é de 39,1%. A recíproca (média aplicada pelo Brasil aos 20 principais produtos exportados pelos EUA para o mundo) é de apenas 12,9%.
O governo brasileiro considera que uma negociação de abertura comercial só é interessante se forem contemplados suco de laranja, soja, algodão, carne, silício-metálico, aço (salvaguardas), produtos de aço-carbono (antidumping). Os EUA querem incluir nas negociações serviços, investimentos, propriedade intelectual e preços mínimos. As restrições da política comercial americana se acentuaram a partir de 2001, sobretudo após os atentados de 11 de setembro.

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