EUA restringem 60% das exportações brasileiras
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de novembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo Seja no contexto da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), seja em negociações diretas entre Brasil (ou o Mercosul) e Estados Unidos, alguns dos principais focos de tensão com o principal parceiro comercial do País são conhecidos: aço, suco de laranja, etanol. Segundo um estudo da Embaixada do Brasil em Washington, cerca de 60% dos produtos exportados pelo Brasil aos EUA são afetados por restrições tarifárias e não tarifárias.
A média tarifária aplicada pelos EUA sobre os 20 principais produtos de exportação do Brasil para o mundo é de 39,1%. A recíproca (média aplicada pelo Brasil aos 20 principais produtos exportados pelos EUA para o mundo) é de apenas 12,9%.
O governo brasileiro considera que uma negociação de abertura comercial só é interessante se forem contemplados suco de laranja, soja, algodão, carne, silício-metálico, aço (salvaguardas), produtos de aço-carbono (antidumping). Os EUA querem incluir nas negociações serviços, investimentos, propriedade intelectual e preços mínimos. As restrições da política comercial americana se acentuaram a partir de 2001, sobretudo após os atentados de 11 de setembro.


