Como esperado, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) reduziu ontem em 0,5 ponto percentual – para 5% – a taxa de juros do mercado overnight e sinalizou sua disposição de continuar a afrouxar a política monetária para revitalizar a economia e evitar que a desaceleração que começou no segundo semestre do ano passado produza uma recessão. Para sublinhar esta mensagem, o Fed também cortou em 0,5 ponto – para 4,5% – a mais simbólica taxa de redesconto, que cobra em operações de crédito direto a bancos comerciais.
A declaração divulgada no final da reunião da Comissão Federal do Mercado Aberto (FOMC), espécie de ‘‘Copom dos EUA’’, indicou a possibilidade de o próximo corte ocorrer antes da próxima reunião regular do órgão formulador da política monetária, marcada para 15 de maio.
Como a redução da magnitude anunciada já fora amplamente antecipada, a ação do Fed desapontou os investidores do mercado acionário. Ao manter o corte dos juros na faixa das expectativas da maioria dos analistas, o Fed rejeitou claramente a visão dos economistas que acreditam que a economia americana está hoje a reboque das bolsas.
Liderança argentinaA Argentina passou o Brasil no ranking dos países com as mais altas taxas de juro real do mundo, feito pela Global Invest Planejamento Financeiro. Segundo o levantamento do mês de fevereiro, divulgado ontem, a Argentina passou a ocupar o segundo lugar no ranking, com taxa de juro real de 9,9% ao ano. Por isso, o Brasil caiu da segunda para a terceira posição da lista. A taxa de juro real no Brasil no mês passado foi de 9,7% ao ano, segundo a Global Invest, que explica que considerou a taxa nominal de 16,6% nos últimos 12 meses terminados em fevereiro deflacionada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A Polônia continua em primeiro lugar, com taxa de juros real acima de 20% ao ano. A pesquisa é realizada com 40 países, sendo 23 emergentes e 17 desenvolvidos.

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