De Fernando Muraro, da Nave Cereale, à Agência Folha, ‘‘vaivém das commodities’’, ontem: Os norte-americanos estão prestes a conseguir o que almejam há muito tempo: diminuir a produção de soja no Brasil e na Argentina e, após isso, ganhar mais mercado.
Muraro diz que a saca de soja está próxima de US$ 8,80 no porto de Paranaguá, ou seja, US$ 4,00 por bushel (na medida dos EUA). Em Sorriso (MT), a soja é negociada a US$ 6 (US$ 2,72 por bushel). Em Chicago, o bushel estava a US$ 4,23 ontem.
A política de preços baixos dos norte-americanos, compensados por subsídios, não afeta só brasileiros e argentinos. Os canadenses vão reduzir em 20% a área de canola, produto concorrente da soja, devido aos preços baixos, diz Muraro.
Há um sentimento entre os produtores norte-americanos de que a produção de soja no Brasil tem espaço para crescer muito - através de novas fronteiras agrícolas nas regiões do cerrado -, enquanto eles só podem aumentar a produção através do ganho em produtividade.

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