Genebra O governo dos Estados Unidos faz duras críticas à pirataria no Brasil e apela para que o governo destine mais recursos para combater a prática que causou prejuízo de US$ 771 milhões às empresas norte-americanas em 2002. O escritório de comércio da Casa Branca, o USTR, inclui o Brasil na lista negra dos países que mais praticam a pirataria no mundo, ao lado da Argentina, Índia e Rússia, e pede ações concretas do novo governo para que as cópias dos produtos sejam apreendidas.
Segundo o USTR, existem leis no País para se evitar a proliferação de cópias ilegais de CDs, cassetes, vídeos e outros produtos. O problema, de acordo com a Casa Branca, é que o Brasil ''simplesmente não adota as medidas adequadas para executar ações contra a pirataria que aumenta''.
Washington afirma que ''muito poucos processos judiciais'' e prisões foram feitas como resultado de ações do governo para tentar coibir a prática. Para reverter o problema, que colocou o Brasil na lista de países que merecem monitoramento prioritário, Washington faz algumas sugestões. A primeira é a de que o governo adote leis mais duras e que possam ser cumpridas pelas autoridades. Os Estados Unidos também querem ver um plano nacional de combate à pirataria que inclua a polícia, as aduanas e o poder judiciário. ''O Brasil é um dos maiores mercados para produtos pirateados'', afirma o documento da Casa Branca.
Outra iniciativa sugerida é a investigação de redes de produção e distribuição de produtos falsificados. ''Esperamos que o novo governo aumente os esforços para a aplicação das leis'', conclui o documento.
Além dos produtos pirateados, o governo dos Estados Unidos pede que a concessão de patentes no Brasil seja ''aprimorada''. Segundo os norte-americanos, milhares de patentes de empresas norte-americanas esperam para serem autorizadas pelas autoridades brasileiras.

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