EUA querem eliminar subsídios em 5 anos
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terça-feira, 04 de junho de 2002
Agência Efe 
Genebra Os Estados Unidos pretendem eliminar todos os subsídios agrícolas para a exportação em um prazo de cinco anos, depois que um acordo nesse sentido for assinado, afirmou ontem o principal negociador americano na Organização Mundial de Comércio (OMC), Allen Johnson.
O principal responsável pelas negociações agrícolas dos EUA na OMC ressaltou em Genebra que seu país está disposto a fechar um compromisso sobre essas subvenções que distorcem o comércio internacional.
Johnson afirmou que há outros países que querem uma eliminação em prazo mais curto, mas indicou que Washington se contentaria com um período de cinco anos.
O chamado Grupo de Cairns, integrado por inúmeros países exportadores de produtos agrícolas, propõem uma eliminação dos subsídios em um prazo de quatro anos após a assinatura de um termo de compromisso: 50% no primeiro ano e 50% no restante divididos em partes iguais nos três anos seguintes.
Integrado por países como Argentina, Uruguai, Chile, Brasil, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Canadá, Austrália, Indonésia e África do Sul, o Grupo de Cairns rejeita as subvenções agrícolas e critica a União Euroéia, assim como os EUA pelo protecionismo do setor.
Johnson disse que 90% destes subsídios à exportação são concedidos pela UE. Segundo seus cálculos, a porcentagem equivale a cerca de US$ 2,5 bilhões anuais, contra apenas US$ 20 milhões nos EUA.
O principal negociador de questões agrícolas dos EUA na OMC defendeu a criticada lei aprovada recentemente pelo Congresso americano denominada Farm Bill e considerou que existe uma percepção equivocada no mundo sobre a mesma.
Johnson garantiu que a lei, condenada por inúmeros países por aumentar os subsídios e dirigí-los diretamente à produção, cumpre com as obrigações assumidas pelos EUA frente à OMC.
O representante dos EUA disse que realizou e continuará mantendo reuniões com os delegados de outros países na OMC para explicar a todos os detalhes da nova legislação assinada em meados do mês passado.
Sobre os créditos à exportação, Johnson disse que é importante que as regras da OMC sejam impostas a eles para que não sejam usados no futuro para suprir os subsídios à exportação, uma vez que estes últimos sejam suprimidos. Para eles, necessitamos de total transparência sobre esse tipo de práticas antes de poder decidir a quais regras devem ser submetidas, disse o negociador americano.


