EUA prometem negociar subsídios à agricultura
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terça-feira, 13 de novembro de 2001
Das agências<br>De Doha, Catar 
A conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) parece caminhar para a solução dos obstáculos a uma nova rodada comercial, mas a aprovação por consenso do texto final hoje, no encerramento do encontro implica em negociações até o último minuto. ''Vejo luz no fim do túnel e acredito que haverá uma nova rodada'', afirmou ontem à agência France Presse o ministro do Comércio brasileiro, Sérgio Amaral.
Os EUA estão dispostos a colocar ''na mesa'' de qualquer nova negociação comercial global os pagamentos aos agricultores norte-americanos, deixando a União Européia isolada em sua insistência em manter os subsídios agrícolas, disse ontem a secretária da Agricultura dos EUA, Ann Veneman. Os créditos à exportação agrícola dos EUA ''certamente não estão descartados das negociações'', disse Veneman. ''Ao meu ver, é justo dizer que estão na mesa de discussões''.
Após quatro dias de conversações em Doha, Veneman disse que os acertos sobre as negociações de agricultura devem ocorrer hoje, o último dia da sessão, quando os ministros esperam preparar um acordo sobre a agenda de uma nova rodada de negociações comerciais globais.
Diferenças com relação à agricultura e especificamente a exigência de que os 15 países membros da União Européia (UE) eliminassem os subsídios agrícolas contribuíram para o fracasso da última reunião da OMC realizada em Seattle.
A posição da UE continua inalterada, mas Veneman afirmou que a UE está ''bem isolada'' em sua recusa em aceitar que qualquer nova discussão vise a eliminação gradual dos subsídios agrícolas. Mais de 80% dos subsídios de exportação para produtos agrícolas no mundo inteiro são pagos pelos países da UE. O apoio agrícola total da UE é de aproximadamente US$ 38 bilhões anuais.
Os EUA gastaram US$ 27 bilhões em 2000 em apoio agrícola doméstico, porém, em vez dos subsídios de exportação, concentram-se mais nos créditos subsidiados. A administração Bush está pressionando o Congresso a restringir os subsídios domésticos.
Patentes Os Estados Unidos recuaram em um acordo de princípio sobre o tema das patentes medicinais, informou uma fonte diplomática na 4 Conferência Ministerial da Organização Mundial de Comércio (OMC). Os negociadores norte-americanos ''receberam telefonemas de Washington'' indicando que um compromisso alcançado durante a noite de domingo não é satisfatório, disse a mesma fonte, que pediu o anonimato.
Outra fonte diplomática ligada à negociação havia entregue à agência France Presse cópia de um texto de compromisso, que atendia em boa parte as aspirações dos países em desenvolvimento de produzir ou comprar medicamentos genéricos para fazer frente a emergências de saúde, como no caso da Aids. Mas uma negociadora norte-americana havia advertido posteriormente que o acordo ainda não era definitivo.


