Curitiba - Os Estados Unidos pretendem ampliar o intercâmbio comercial com o Paraná. Entre as principais áreas de interesse dos americanos estão o agronegócio e a tecnologia para infraestrutura logística. O cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Dennis Hankins, que esteve na sede da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) ontem, lembrou que, no ano passado, com a estiagem que atingiu a agricultura americana, houve a necessidade de importar milho e etanol do Brasil.
Ele visitou Curitiba com o objetivo de conhecer melhor o potencial econômico do Estado e prospectar oportunidades de negócios e parcerias entre empresas paranaenses e norte-americanas. 'O Paraná possui uma economia bastante diversificada e podemos direcionar novos investidores para cá, de acordo com as características do Estado", afirmou.
Uma das metas, a partir do intercâmbio comercial, é ampliar o fluxo de comércio entre Paraná e EUA. Hoje, o Estado mais importa do que exporta para os americanos. Em 2012, o Paraná exportou para os Estados Unidos US$ 645 milhões, o que representa um crescimento de 13,28% em relação a 2011, passando a representar 3,65% do total exportado pelo Estado.
As importações de produtos dos EUA para o Paraná em 2012 foram de US$ 1,23 bilhão, um crescimento de 4,18%, representando 6,62% do total importado. Os Estados Unidos são o quarto maior parceiro comercial do Paraná, depois da China, Argentina e Nigéria.
Segundo o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, um dos interesses dos americanos seria em parcerias tecnológicas para a produção de etanol. Hankins disse que também há interesse das empresas norte-americanas em participar dos investimentos que serão feitos nos próximos anos para a melhoria da infraestrutura logística brasileira. "Estão previstos muitos investimentos em portos, aeroportos, ferrovias e rodovias e queremos saber sobre a possibilidade de participação de investidores privados", afirmou.

Obama
O cônsul Hankins acredita que o presidente Barack Obama deve priorizar, neste segundo mandato, as negociações com vários países para fortalecer a economia norte-americana, no sentido de criar mais confiança para novos investimentos. No ano passado, o PIB americano cresceu 2,5% e, para 2013, as previsões são de 3,8% e com desemprego abaixo de 8%.
Edson Campagnolo lembrou que no início da crise americana, o Paraná perdeu muito em exportação de chapas e compensados para os EUA. Agora, este segmento pode ter melhora com a retomada da construção civil no mercado americano. "O Paraná pode ser beneficiado no novo mandato do presidente Obama, já que os americanos olham a América Latina como oportunidade de negócios", declarou.

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