As mudanças previstas para o FMI (Fundo Monetário Internacional) acontecem principalmente devido à pressão do governo dos Estados Unidos. A Câmara só aceitou liberar uma verba de US$ 17,9 bilhões do orçamento anual do País para o Fundo depois que o governo garantiu, por escrito, que empreenderia esforços para implementar reformas no FMI.
Escrita neste mês e assinada pelo secretário do Tesouro, Robert Rubin, a carta garantia uma série de itens a ser modificados. A pressão viria dos EUA, em conjunto com os parceiros do G-7.
O G-7 controla cerca de 44% dos US$ 290 bilhões de orçamento do Fundo. É o sustentáculo básico do FMI, por isso tem tanto poder e influência. Entre as mudanças pretendidas pelo governo dos EUA estavam o aumento nas taxas de juros cobradas pelo Fundo para a liberação de empréstimos (hoje na casa dos 4,5%) e diminuição no prazo de pagamento das dívidas contraídas.
Os EUA cobravam também maior transparência do Fundo. O governo pediu que o organismo tornasse pública, em um prazo máximo de três meses, todas suas atas de reuniões. A pressão visava conter a insatisfação e a desconfiança dos políticos nos EUA sobre a postura adotada pelo FMI.

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