O governo norte-americano está pressionando o FMI (Fundo Monetário Internacional) a destinar mais dinheiro do que os US$ 15 bilhões previstos de ajuda financeira ao Brasil, segundo informou o jornal ‘‘The New York Times’’. O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, teria sido avisado do montante e trabalha em favor de um crédito maior, segundo altos funcionários do governo ouvidos pelo jornal.
Como forma de pressão, os EUA podem alocar recursos próprios para o País, numa tentativa de provar sua confiança e mudar as relações de ajuda financeira aos países assolados pela turbulência financeira.
A ajuda direta representaria uma alteração da estratégia norte-americana. Na crise da Ásia e na ajuda à Rússia, os EUA sempre operaram em conjunto com as instituições financeiras internacionais. Seria também uma forma de começar a implementar a diplomacia financeira pregada por Clinton nas últimas semanas. Por fim, seria uma resposta à falta de ação do G-7 (grupo das sete economias mais poderosas do planeta) em socorro aos mercados. Os EUA teriam tentado o apoio de Alemanha e Japão para o fechamento do pacote de ajuda, mas eles não quiseram participar. Além dos prováveis US$ 15 bilhões do FMI, o pacote de ajuda contaria com outros US$ 9 bilhões destinados em parceria pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e pelo Bird (Banco Mundial). Os EUA colocariam cerca de US$ 6 bilhões, usando o chamado Fundo de Estabilização Cambial, que é controlado pelo Tesouro norte-americano e que tem em caixa cerca de US$ 20 bilhões hoje.
A intenção norte-americana seria aproveitar o atual período de certa tranquilidade, para injetar mais dinheiro no Brasil e prevenir futuros ataques especulativos. Durante uma crise, a ação seria muito mais difícil.Arquivo FolhaOperação salvamentoClinton estaria trabalhando em favor de crédito maior para o BrasilAgência Folha

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