Marie Hippenmeyer/AFPSolidariedadeBrasileiros seguram faixa de apoio à Cuba, fora do Encontro por divergências com os Estados UnidosBELO HORIZONTE - Os Estados Unidos não aceitarão atrelar a criação da Área de Livre Comércio da Américas (Alca) a qualquer tipo de eliminação por completo de barreiras não alfandegárias (com as fitosanitárias) ou fim imediato de subsídios à sua agricultura, como exigem os representantes do setor agropecuário dos países do Mercosul.
A opinião é do ex-secretário de Negócios Internacionais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, Dale Hathaway, membro atual do Conselho Internacional de Política para Agricultura, Alimentação e Comércio (IPC), que participa hoje em Belo Horizonte (MG) de seminário sobre a agricultura, a Alca e a Organização Mundial do Comércio.
Segundo Hathaway só haverá queda das barreiras fitosanitárias quando for comprovado cientificamente que o país não possuí doenças tropicais nos produtos que pretender exportar. ‘‘A Argentina já é considerada zona livre de foco de febre aftosa e, por isto, já começamos a importar carne de lᒒ, exemplificou. Com relação a tributação excessiva de alguns produtos, como açúcar e suco de laranja, o ex-secretário norte-americano insistiu que não há como exigir uma redução imediata dos subsídios e sobre taxas. Para Hathaway processos de negociações para criação de áreas de livre comércio são demorados e não há como determinar uma redução à zero de taxas sem antes considerar a possibilidade de uma redução gradaul. ‘‘O processo é trabalhoso e basicamente será determinado pelo rumo das discussões entre Estados Unidos, Brasil e Argentina, ’’ concluiu.

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