Os Estados Unidos consomem mais de um quarto da energia disponível no mundo e produzem apenas 19%, segundo informação da Agência Americana de Energia. O consumo global em 1999 chegou a 323 quatrilhões (10 elevado à 15ª potência) de Btus (Unidades Térmicas Britânicas, que equivalem a 0,293 watt/hora), dos quais 97 quatrilhões foram consumidos nos EUA, que tinham então uma população de 273 milhões de pessoas.
A Europa Ocidental, com uma população de 475 milhões, consumiu 70 quatrilhões de Btus – 18% do total. A Alemanha respondeu por 3,6% do consumo total global, e a França e a Grã-Bretanha consumiram 2,6% cada.
A Oceania e a Ásia Oriental, com população de 3,3 bilhões de pessoas, usaram 98 quatrilhões de Btus, dos quais 32 quatrilhões foram consumidos pela China. O Japão, com seus 127 milhões de habitantes, consumiu 22 quatrilhões de Btus, ou 5,6% do total mundial. Os 147 milhões de russos consumiram 26 quatrilhões, ou 6,8% do consumo global.
De acordo com as projeções da Agência Americana, a demanda norte-americana por energia vai crescer 32% até 2020, quando o consumo nacional de energia deve atingir 127 quatrilhões de Btus.
A produção mundial de energia foi de 380 quatrilhões de Btus em 1999. Nesse ano, os EUA contribuíram com 72 quatrilhões de Btus, ou 19%. As emissões de dióxido de carbono atingiram o equivalente a 6,143 trilhões de toneladas de carbono em 1999. Só os EUA foram responsáveis pela emissão de 24,5%, seguidos da Europa Ocidental com 16,3%.
Ontem o presidente norte-americano, George W. Bush, revelou seu programa de energia dizendo que o país deve conservar mais, produzir mais e construir mais. ‘‘Se falharmos nas ações, os norte-americanos enfrentarão mais e mais blecautes. Se falharmos em agir, nosso país se tornará dependente do petróleo estrangeiro, colocando nossa segurança em termos de energia nas mãos de outros países’’, disse Bush, em discurso à empresários.
Segundo o presidente, ‘‘as autoridades do governo terão de utilizar os únicos meios possíveis para evitar os blecautes, ativando poluentes geradores de emergência e usinas de energia antigas e menos eficientes. No entanto, ao descrever suas medidas, Bush novamente advertiu que tais iniciativas não serão suficientes para reduzir a crescente diferença entre a oferta e a demanda doméstica e reconstruir a infra-estrutura necessária para distribuir energia aos consumidores. Bush sugeriu a maior utilização de automóveis híbridos, movidos a gasolina e eletricidade, além de maiores esforços para tornar as residências mais eficientes.

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