Agência Estado
De São Paulo
O Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve – Fed, banco central dos EUA – elevou ontem os juros primários em 0,25 ponto porcentual para manter a expansão econômica nos trilhos e sem pressões inflacionárias.
O comunicado do Fomc – que fixou as taxas do overnight interbancário (Federal Funds) em 6% ao ano, nível mais alto em quase cinco anos, e as de desconto, usada nos empréstimos diretos a bancos em 5,5% ao ano – assinala ainda que novos apertos do crédito podem ser necessários no futuro.
Para o mercado financeiro, a decisão não surpreendeu pois os investidores há muito já haviam incorporado essa expectativa aos preços dos ativos, mas muitos analistas manifestaram certo alívio pelo fato de o Fed não ter sido mais agressivo nessa puxada dos juros. A maioria dos especialistas, porém, aposta em pelo menos mais um ajuste nas taxas, se não dois até o fim deste ano.
‘‘Agora só falta o Copom’’, comentou um executivo brasileiro ontem. Tanto houve alívio que, depois da decisão do Fed, a Bolsa de São Paulo, que até então subia cerca de 1,8%, reforçou seu movimento de alta, para fechar com valorização de 4,66%.
No mercado americano, a baixa de 72,29 pontos no Índice Dow Jones na parte da manhã, em decorrência das expectativas a respeito dos juros, converteu-se em uma alta de 2,13% no fechamento, depois que o Fed anunciou que o ajuste ficara limitado a 0,25 ponto porcentual. O Índice Nasdaq das ações de tecnologia também registrou alta de 2,21%.
O comunicado distribuído pelo Fed revela que o comitê considerou não ter havido muita alteração nas condições gerais da economia norte-americana desde a reunião de fevereiro, apesar dos quatro aumentos dos juros determinados pelo Fed desde junho de 1999.
A economia dos Estados Unidos continuava crescendo a uma taxa anual de 6,9% até o último trimestre do ano passado e os economistas apostam em uma expansão anualizada de aproximadamente 5% nos primeiros três meses, porcentual muito superior aos 3,5% desejados pelo Fed.

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