Um dia depois de anunciar seu veto à escolha do vice-ministro das Finanças da Alemanha, Caio Koch-Weser, para o posto de diretor-gerente do FMI, travando a escolha do sucessor de Michel Camdessus, a administração Clinton foi obrigada ontem a defender a organização. ‘‘Essa instituição ajuda a promover um mundo mais estável’’, disse o secretário do Tesouro, Larry Summers, respondendo a críticas.
O senador ultraconservador Jesse Helms, da Carolina do Norte, ecoou as críticas que a esquerda costuma fazer ao FMI. ‘‘Da forma como funciona, o FMI é uma instituição destrutiva, que normalmente faz mais mal do que bem aos países que se propõe a ajudar’’, afirmou Helms. ‘‘Há um crescente sentimento de que talvez tenha chegado o momento de se abolir o FMI.’’
Um estudo que será divulgado na próxima semana proprõe uma drástica redução das atividades do FMI e do Banco Mundial. Uma das recomendações é que o Banco Mundial deixe de fazer empréstimos à América Latina e à Ásia e transfira essa tarefa ao BID e o Banco Asiático.
Summers confirmou ontem que a necessidade de mudanças na atuação do Fundo influiu na decisão de Washington de vetar a escolha de Koch-Weser. Economista nascido no Brasil, Koch-Weser teve seu nome formalmente endossado como candidato da União Européia.
A opinião dominante ontem era que o choque aberto entre os EUA e a União Européia provavelmente prolongará por meses processo de seleção e resultará na eleição de um nome que não está na disputa.