EUA contagiam Brasil e bolsas sobem. Dólar fecha dia estável
Agência Estado
De São Paulo
A Bolsa de Nova York deu um show de vitalidade ontem. Disparou 235 pontos, para 11.078 pontos, reagindo euforicamente aos indicadores da economia norte-americana divulgados ontem. O que mais agradou foi o número de postos de trabalho criado em agosto: subiu 124 mil, ante os 215 mil esperados pelos analistas de Wall Street.
No Brasil, as bolsas foram contagiadas por Nova York e operaram só no terreno positivo. O Ibovespa fechou em alta de 1,43%, depois de ter oscilado entre a valorização mínima de +0,24% e a máxima de +2,33%. O volume negociado até que não decepcionou, tendo em vista que segunda-feira é feriado nos EUA (Labour Day) e terça, no Brasil: foram movimentados R$ 441 milhões. Ações dos setores elétrico e de telefonia voltaram a ser destaque entre as maiores altas do Ibovespa.
A expectativa para segunda-feira é de um dia morno, em ritmo de plantão. Os investidores domésticos tendem a emendar o feriado de 7 de setembro, na terça-feira, e os estrangeiros ficarão fora do mercado por causa do Labour Day. A semana só vai começar mesmo na quarta-feira.
Ontem, o câmbio esteve em queda na maior parte do dia graças ao leilão de NBC-E promovido pelo BC para assegurar hedge ao mercado mas acabou fechando estável em relação à véspera. O Banco Central, que na quinta-feira doou recursos ao mercado até o dia 6 a 19,51%, ontem não interveio. Na BM&F, a liquidez até que foi razoável, para a véspera do feriadão (nos EUA na segunda-feira e no Brasil na terça).
Com a venda de 1,5 milhão de NBC-E ontem no mercado de câmbio, o Banco Central conseguiu fazer com que o dólar fosse negociado abaixo de R$ 1,90. Na mínima do dia, a cotação do câmbio chegou a cair 0,84%, chegando a R$ 1,8980. No período da tarde, no entanto, o dólar mostrou reação e encerrou o dia estável em relação ao fechamento da quinta-feira, em R$ 1,9140. Antes disso, no entanto, chegou a ser negociado a R$ 1,9150.





