Ribeirão Preto - A FDA (Food and Drug Administration), agência americana de fiscalização e regulamentação de alimentos e remédios, concluiu nesta terça-feira (7) que o açúcar produzido a partir da cana-de-açúcar geneticamente modificada é seguro para o consumo assim como o obtido a partir de variedades convencionais. A variedade é resistente à broca, praga que gera prejuízo anual de R$ 5 bilhões ao setor sucroenergético.

Em março, a Health Canada já tinha aprovado o uso do açúcar oriundo da cana transgênica brasileira, desenvolvida pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira). Agora, o centro aguarda a liberação do Japão. Os três mercados são considerados importantes pela credibilidade científica que têm.

A cana transgênica desenvolvida pelo CTC, a primeira do mundo, obteve em junho do ano passado aprovação da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, para uso comercial. A aprovação ocorreu após sete anos e meio de estudos do CTC para a criação da nova variedade.

A expectativa é que a primeira moagem dessa variedade ocorra a partir do terceiro ano de plantio, entre 2020 e 2021. É quando esse açúcar obtido da cana geneticamente modificada deverá chegar ao consumidor brasileiro.

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