Etiquetas e miúdos bovinos além das fronteiras
Persistência foi a palavra chave para a empresária Lourdes Fazan, sócia-proprietária da Fazan Etiquetas e Brindes, em Cambé, fazer sua primeira exportação no início deste ano. Fabricante de etiquetas de alumínio, a ela enviou a primeira remessa do produto pelo Exporta Fácil, programa do Governo Federal pelas Agências dos Correios para exportações no valor de até US$ 10 mil.
''Pretendo fazer novas exportações, mas ainda não surgiu oportunidade'', informou Lourdes, cujo carro-chefe da empresa são as etiquetas para a linha rodoviária (placas para vans e carretas). Todo o procedimento foi intermediado pela Companhia Municipal de Desenvolvimento de Cambé (Comdec). O contato com empresários peruanos ocorreu através de cliente da Fazan que reside em Goiânia. ''Por intermédio dele, negociamos com os empresários peruanos'', contou Lourdes, acrescentando que o volume foi ''pequeno'', mas já foi bastante gratificante atravessar as fronteiras.
Também contabiliza resultados positivos com as exportações, o empresário Higino Franciscão, diretor da FSS Alimentos e da Grupon Indústria e Comércio de Subprodutos Frigoríficos, ambas com atuação no mercado externo. ''A diferença entre vender para o mercado interno e externo está na entrega, ou seja, no frete, e na língua, embora hoje em dia há muitas empresas e profissionais capacitados para assessorar no processo de exportação'', afirma Higino.
No mercado desde 1996, a Grupon foi criada com a finalidade de exportar subprodutos frigoríficos, como miúdos bovinos e glândulas para uso químico. Os miúdos são vendidos para Hong Kong e as glândulas para países da Europa e Ásia. A empresa também exporta produtos mastigáveis para cães para Estados Unidos, Alemanha e Suíça. (V.B.)





