Ações sociais e a ética de empresas vão influenciar o consumidor na hora da compra. De acordo com a coordenadora da Universidade Aberta de Merchandising, Cida Nogarolli, esses conceitos que ajudam definir a responsabilidade social das corporações estão sendo cobrados pela sociedade. ''No Brasil, uma nova onda está fazendo com que as empresas se preocupem também com a desigualdade social, lixo, meio ambiente e outros problemas, além do lucro'', afirmou Cida, que ontem participou da 2 Jornada Paranaense de Qualidade de Vida, em Curitiba.
Cida disse que essa nova preocupação do empresário mistura sensibilidade social, interesse de mercado e também visão de marketing. Ela explicou entre alguns empreendedores existe uma vontade de ajudar a melhorar a sociedade. Já alguns empresários avaliam que se houver melhor distribuição de renda haverá crescimento do mercado consumidor. E por último, estariam aqueles que fazem apenas propaganda. ''Quem se preocupa só em vender a imagem pode ter prejuízo'', complementou Neiva Melamed, presidente regional da Associação Brasileira da Qualidade de Vida (ABQV-PR).
Neiva contou que no Paraná cresce o número de empresas que estão investindo em programas para melhorar a vida das pessoas. Um caso é a Celepar, que permite que seus funcionários ensinem informática a quem não tem acesso ao computador. Atualmente, a empresa conseguiu dar conceitos de informática para mais de 4 mil pessoas, entre elas bóias-fria e índios.
Cida Nogarolli advertiu que no Brasil essa onda de exigência do consumidor ainda é lenta, em função da grande desigualdade social do País. ''No futuro, o consumidor vai começar a boicotar marcas que abusam da mão-de-obra infantil ou que simplesmente cobram preços exagerados'', disse. ''E essa tendência deve ser liderada pelos consumidores jovens e também pelas mulheres'', avaliou.

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