Curitiba - Há maneiras de as empresas trabalharem de forma efetiva a ética com seus funcionários. Para o sócio-diretor da ICTS Protiviti, Maurício Reggio, é importante primeiro estruturar um código de conduta ética; ter políticas e normas internas de anticorrupção; criar um canal de denúncias para o público interno e externo; manter um mecanismo de avaliação dos principais fornecedores; ter auditorias e uma estrutura independente de reforço à ética. "É fundamental treinar, orientar e formar os jovens", diz. Com estas práticas, ele acredita que a empresa sai de um patamar permissivo para um nível estruturado de controle. "Ética é algo que se aprende."
Para ele, é possível mudar a ideia de que "denunciar é feio". Segundo ele, a chance é maior de encontrar preceitos éticos em empresas que possuem a governança corporativa. No entanto, ele destaca que isso não impede totalmente os comportamentos antiéticos. "A governança torna mais fértil o terreno para a ética", garante.
Cleila Elvira Lyra, que é diretora de recursos humanos na academia da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) regional Paraná, também defende a necessidade de um código de conduta nas empresas. Segundo ela, há formas de prevenir o comportamento de risco nas companhias, saber as razões que levam os funcionários a terem atitudes antiéticas e verificar o que o empresário e o jovem querem para a empresa.
A Disys, multinacional da área de Tecnologia da Informação que trabalha com alocação de profissionais de TI e projetos, possui um código de ética. "Quando o profissional entra, a gente faz uma integração e passa normas e regras", informa a gerente de desenvolvimento humano, Valeska Cabrera. A empresa tem matriz nos Estados Unidos onde atua desde 1999. No Brasil, tem presença em Curitiba (PR), São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro.
Segundo Valéria, são trabalhados assuntos que envolvem roupas adequadas, horários de trabalho, tolerância para atrasos, hierarquia, respeito com os colegas, confidencialidade de dados, entre outros temas. Quando uma regra ética é descumprida, o código prevê desde uma conversa com o funcionário, até punições mais severas como advertência por escrito, suspensão e demissão por justa causa.
"Até agora, a punição mais séria foi uma advertência por escrito para um profissional que violou um dado de um projeto que estava desenvolvendo", conta. Segundo ela, a empresa trabalha com a ética de maneira preventiva. (A.B.)

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