Rio de Janeiro - O Brasil está a um passo de ter o seu pacto empresarial de combate à corrupção integrado ao pacto do Fórum Econômico Mundial. O secretário-executivo do Instituto Ethos, Caio Magri, coordenador da iniciativa, diz que até meados de junho próximo essa integração poderá ser anunciada.
O Fórum Econômico Mundial é um dos participantes do comitê organizador do pacto brasileiro. Caio Magri explicou que as duas iniciativas (o pacto brasileiro e o internacional) têm vários pontos coincidentes porque buscam trazer para o setor privado uma série de responsabilidades e compromissos para que ele (pacto) possa contribuir de fato com a prevenção e o combate à corrupção.
Segundo Magri, ''o fato de o setor privado ter grande responsabilidade no problema, o compromete a buscar, também, a solução.'' No momento, os dois documentos estão sendo analisados tanto pelo Instituto Ethos e seus parceiros no pacto brasileiro, quanto pelo Fórum Econômico Mundial. ''A sugestão geral é caminhar para que haja uma adesão solidária.''
Magri explicou que isso significa que à medida que uma empresa venha a aderir ao pacto contra a corrupção do Fórum Econômico Mundial seria automaticamente signatária e responsável pelos compromissos do pacto no Brasil, desde que tenha atuação no país. O mesmo aconteceria no sentido inverso, ou seja, uma empresa brasileira signatária do pacto que tenha atuação fora do país terá também responsabilidades com o pacto do Fórum Mundial.
As negociações para a integração dos dois pactos empresariais de combate à corrupção foram iniciadas em Santiago, no Chile, no mês de abril, durante a reunião do Fórum Econômico Mundial na América Latina.
O pacto empresarial brasileiro de combate à corrupção, organizado pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, conta atualmente com 353 empresas e 76 entidades econômicas signatárias em todo o país. Segundo destacou o secretário-executivo da entidade, Caio Magri, o número é superior ao do pacto do Fórum Econômico Mundial, que não chega a 150 empresas filiadas.
A articulação do pacto no Brasil conta com seis grandes parceiros, que são o Instituto Ethos, Fórum Econômico Mundial, a Agência das Nações Unidas de Combate às Drogas e ao Crime Organizado(UNODC), o Comitê Brasileiro do Pacto Global, o o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (PNUD) e a Patri Relações Governamentais & Políticas Públicas. Existe interesse de países latino-americanos em copiar a experiência do pacto brasileiro.
Já assinaram o pacto companhias de São Paulo, Paraná, Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os próximos estados a aderir à iniciativa são o Rio Grande do Sul, no dia 22 de junho, e Santa Catarina, em agosto.

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