Etanol sobe 5,5% em Londrina e quase 10% no Paraná
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terça-feira, 08 de março de 2011
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
O preço do litro do etanol voltou a subir em Londrina durante o feriadão de Carnaval, chegando a casa dos R$ 2,10 e acumulando alta de 5,5%. Conforme o Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis no Paraná (Sindicombustíveis-PR), o reajuste nas duas últimas semanas no Estado teria atingido quase 10%. Na pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) entre os dias 27 de fevereiro e cinco de março em 567 postos paranaenses, o preço médio era de R$ 1,93, com valor mínimo de R$ 1,63 e máximo de R$ 2,19.
O presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, explica que neste final da entressafra da cana-de-açúcar a oferta de álcool no mercado é pequena e por isso o produto está supervalorizado. ''Os postos de combustíveis estão pagando quase R$ 2,00 o litro. Hoje, o etanol corresponde a apenas 20% do consumo da gasolina''. calcula o representante dos donos de postos.
Durval Garcia Junior, vice-presidente regional do Sindicombustíveis, confirma que as distribuídoras aumentaram o repasse para os postos em dez centavos nos últimos nove dias. ''A produção está estrangulada. Além disso, a carga de impostos que pagamos aqui no Paraná é mais alta do que em São Paulo, por exemplo. O atraso na colheita da cana-de-açúcar devido à seca do ano passado também está atrapalhando um pouco'', avalia Durval.
A expectativa do Sindicombustíveis, como já publicado em reportagem da FOLHA, é que entre a segunda quinzena de março e início de abril, com a retomada da safra da cana, o preço caia gradativamente em R$ 0,50, seguindo tendência dos últimos cinco anos. ''Estávamos pagando por volta de R$ 0,70 (sem somar impostos) em junho do ano passado. O preço começou a subir, chegando agora a quase R$ 1,30'', salienta Fregonese, que espera que a safra nacional atinja 26,5 bilhões de litros.
Com álcool em grande quantidade no mercado, Fregonese comenta que os preços devem continuar atrativos ao consumidor até o final da safra, no mês de novembro. ''Com a oferta abundante, os valores vão ficar certamente mais atraentes na bomba nos próximos meses''.
A torcida dos Sindicombustíveis fica agora para que a chuva dê uma trégua e as máquinas possam entrar na lavoura sem atrasos, o que também pode adiar esta queda nos preços. ''Como aconteceu com a soja pode acontecer com a cana-de-açúcar. Deve haver pelo menos R$ 1,00 de diferença com o preço da gasolina para que o mercado volte a ficar aquecido para o etanol'', completa o presidente da entidade.


