Balanço da Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre valores da semana passada aponta que o etanol não compensa em relação à gasolina neste momento no Paraná, o que mudaria com a inflação sobre o produto refinado. A ANP aponta custo médio de R$ 2,646 da gasolina vendida em postos paranaenses e de R$ 1,896 para o biocombustível, uma variação de 71,66% do valor de um sobre o outro. O álcool hidratado vale a pena somente quando o percentual fica abaixo dos 70%.
Como o governo federal subsidia o preço mais baixo da gasolina, os produtores de biocombustível reclamam de falta de competitividade. ''O etanol ficou sujeito ao processo inflacionário, enquanto a gasolina, não'', critica o superintendente da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), José Adriano da Silva Dias.
Ele diz que recebeu a notícia com naturalidade, porque o preço da gasolina não aumenta ao menos desde março de 2005, o que considera inviável. ''O etanol representava 45% da matriz energética de veículos leves em 2009 e caiu para 33% hoje'', conta.
Dias acredita que o cenário levou o produtor e o industrial a migrar para a produção de açúcar. Por isso, prevê que um reaquecimento do setor de etanol demore ao menos dois anos, período de readequação das plantações. A presidente da Petrobras, Graça Foster, concorda. ''O que eu escuto ser dito pelos usineiros, com os quais tenho pouco contato, é que há uma expectativa positiva que o álcool esteja de volta ao longo do ano que vem, e que em 2014 esteja presente.''
Assim como o superintendente da Alcopar, o economista Laércio Rodrigues da Silva acredita que a demanda deve inflacionar o preço do biocombustível no próximo ano. ''Se reajustarem a gasolina, o etanol, que é um bem substituto, sofrerá maior demanda e inflação'', diz Silva. (F.G./Com agências)

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