Estudos técnicos definiram traçado
O contrato de compra e venda de gás natural entre a Petrobrás e a YPFB, da Bolívia, foi assinado em fevereiro de 1993. Com prazo de 20 anos, o contrato prevê o fornecimento inicial de 8 milhões de metros cúbicos por dia, com previsão de dobrar este volume a partir do oitavo ano. O Gasoduto Bolívia-Brasil foi projetado para viabilizar o transporte e o fornecimento do gás boliviano às regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, integrando-se à infra-estrutura existente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, já atendidos com o gás natural das Bacias de Campos e de Santos.
Com uma extensão de 3.150 quilômetros - sendo 560 em território boliviano e 2.590 no Brasil - o Gasoduto inicia-se na cidade de Rio Grande, na Bolívia, a 40 quilômetros de Santa Cruz de La Sierra, e vai até Puerto Suárez. Entrando no Brasil por Corumbá (MS), atravessa os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo (até Campinas), Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (até Porto Alegre).
O Bolívia-Brasil atravessará cerca de 4 mil propriedades localizadas em 122 municípios. Seu traçado foi determinado a partir de estudos técnicos, econômicos e ambiental, segundo a Petrobrás. O gasoduto está dimensionado com 32 polegadas de diâmetro no trecho Rio Grande (Bolívia) e Campinas, o que permitirá atender uma demanda futura de 30 milhões de metros cúbicos diários. A partir de Campinas, há uma ramificação até Guararema (SP), onde se interligará com o Gasoduto Rio-São Paulo, em operação, seguindo até Porto Alegre (RS), com diâmetros que variam de 24 a 16 polegadas.
Além da YPFB e Petrobrás, sócios privados também participam do investimento. Na construção, estão sendo usados 540 mil toneladas de tubos de aço. A implantação do gasoduto deve gerar cerca de 25 mil empregos diretos e indiretos.





