São Paulo - Os estudos com café geneticamente modificado são recentes no Brasil e no mundo. Os primeiros resultados foram apresentados há cerca de 4 anos. A França desenvolveu um café resistente ao bicho-mineiro. Na mesma época, o Japão apresentou estudo sobre um café com menor teor de cafeína. Os Estados Unidos também realizam pesquisas na linha de transgenia.
Nos últimos 4 anos, conforme o pesquisador Luiz Gonzaga Vieira, foram investidos no Brasil perto de R$ 80 mil em pesquisas, volume considerado baixo quando comparado com o grau de sofisticação demandado nos estudos. ''Mas o trabalho conjunto do consórcio reduz as despesas'', avalia Gonzaga Vieira. ''O importante é que o Brasil é um dos poucos países que estão à frente desses estudos.''
Ele salienta que, mesmo sem a preocupação de desenvolver um café geneticamente modificado para o mercado, a transgenia tornou-se ferramenta fundamental para o melhoramento da planta. Gonzaga Vieira cita, por exemplo, que a pesquisa antes dependia do imponderável para estudar genes mutantes naturais. Com a transgenia, é possível criar esses mutantes em laboratório, ''o que facilita sobremaneira o trabalho de técnicos em melhoramento genético e diminui os custos da pesquisa'', garante. (AE)

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