Estudos mostram viabilidade do negócio
Para colocar o Projeto Carnes em prática, a Corol encomendou uma pesquisa junto a especialistas da Universidade de Viçosa (MG), especificamente para avaliar o rebanho da região. O resultado comprovou que a qualidade dos animais é perfeitamente compatível com as exigências do mercado externo, porém mostrou que o grande problema do setor é a dificuldade na hora da comercialização. ''Há um rebanho de qualidade com uso de avançadas tecnologias, mas o preço e as incertezas na hora do recebimento são os grandes problemas dos produtores'', enfatiza o presidente da Corol, Eliseu de Paula. ''Com um projeto desse, a região vai evoluir muito''. afirma.
Entre as vantagens para o produtor, Paula destaca a garantia de comercialização, a segurança no recebimento de um valor bem superior ao que é pago hoje pelo mercado interno, agregação de valor com ganho em cima de todos os subprodutos aproveitáveis como couro, bucho, tripa, casco, chifre, sangue e outros. Isso representa a participação em toda cadeia. Apenas para comparar: atualmente o pecuarista recebe somente em cima do peso do animal. No projeto integrado haverá um aproveitamento de todos esses subprodutos.
Com faturamento em torno de R$ 800 milhões em 2004, a Corol possui hoje 7.300 associados e sua área de atuação inclui mais de 30 municípios do Norte do Paraná e um entreposto em Iepê (SP). Em agroindústrias, a cooperativa produz açúcar, álcool, rações, suco concentrado de laranja e uva, e ainda café. Em 2003, a Corol recebeu 5 milhões de sacas de soja, 3,8 milhões de sacas de trigo e 4,6 milhões de sacas de milho. A capacidade de armazenagem estática é de mais de 9 milhões de sacas. A cooperativa possui 1,3 mil funcionários e esse número dobra, durante seis meses, no período da colheita de cana e laranja com os trabalhadores sendo registrados e com toda assistência. (V.B.)





