Estudos da Fiep podem subsidiar ações do governo
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os setores mais promissores no Paraná para os próximos anos são energia, indústria de alimentação, biotecnologia, produtos para consumo como têxteis e calçados, papel, saúde, turismo, microtecnologia, plástico, metal-mecânica e meio ambiente. Além disso, as cidades com mais potencial inovador no Estado são Curitiba e Londrina. Essas informações fazem parte de estudos realizados pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e que foram apresentados ontem ao governo do Estado.
Alguns destes estudos demoraram até sete anos para serem desenvolvidos. Ao aproveitar este material, o governo estadual economiza tempo e recursos financeiros, além de já iniciar com subsídios para poder adiantar políticas públicas.
A gerente do Observatório Sesi, Senai e IEL, Marília de Souza, disse que o encontro foi uma primeira aproximação entre o governo e a Fiep. ''Temos vários estudos que podem subsidiar as tomadas de decisões do governo do Estado'', afirmou. Segundo ela, a iniciativa da reunião foi de algumas secretarias estaduais como Indústria e Comércio, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e Planejamento. A entidade também mostrou projetos de perspectiva para as cidades para transformá-las em ambientes propícios para a inovação. Segundo ela, os secretários estaduais prometeram buscar uma nova aproximação com a Fiep com o objetivo de obter mais informações.
Os assuntos foram debatidos ontem de manhã, em Curitiba, durante reunião do Programa Paraná Competitivo que tem como objetivo tornar o Estado mais atraente para investimentos.
De acordo com o secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, a ideia é aproveitar os bons projetos e estudos desenvolvidos pelas federações paranaenses para orientar o governo e o setor produtivo sobre as linhas de ação a serem tomadas. Encontros semelhantes já ocorreram com as federações da Agricultura (Faep) e do Comércio (Fecomércio).
''Tudo o que se refere a infraestrutura, qualificação de mão de obra e inovação nós vamos apoiar. Nosso objetivo é fazer a sinergia entre todas as ações que já estão desenvolvidas. Ao invés de começarmos a fazer estudos que ficariam prontos daqui a meses, vamos utilizar os que já estão prontos para iniciar a busca de investimentos para o Paraná'', disse Barros.
O presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, afirmou que a entidade está preparada para firmar parcerias com o governo estadual na busca pelo desenvolvimento econômico. Para ele, a cooperação entre o setor produtivo e poder público é uma das chaves para o desenvolvimento do Estado.
De acordo com ele, um dos pontos que deve ganhar atenção especial do governador Beto Richa é a implantação da versão estadual da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Rocha Loures ainda acrescentou que criar uma política industrial de acordo com perfil do Estado é essencial para garantir o desenvolvimento paranaense.
Também participaram da reunião os secretários Jonel Iurk (Meio Ambiente) e Alípio Leal (Ciência e Tecnologia); o diretor-presidente do Lactec, Omar Sabbag; o presidente da Fundação Araucária, Paulo Brofman; e representantes das secretarias do Planejamento e de Assuntos Estratégicos, da Compagás, da Copel e da Sanepar.


