São Paulo - Além de apontar que 82% dos consumidores entrevistados compram alimentos diet e light, a pesquisa identificou as razões que os levam a realizar tal compra. Para 52,20% o que interessa é manter a forma. Os que adquirem esses itens preocupados com a saúde somam 47,07%, enquanto os que citam a qualidade de vida como a razão para optar por alimentos diet e light totalizam 36,85%. Apenas 8,77% citam a palatabilidade desses produtos como fator para comprá-los em detrimento das versões regulares.
''Embora esses dados se refiram à cidade de São Paulo, podemos dizer que eles traduzem com segurança a realidade nacional, porque realizamos a mesma pesquisa na Bahia e os resultados foram bem semelhantes'', comenta Oliveira. ''E as oportunidades para quem quiser explorar melhor essas categorias são enormes, basta dizer que nos últimos 10 anos elas cresceram 800% e devem crescer 20% nos próximos dois anos.''
Potencial - Na visão de Oliveira, há pelo menos 90% de mercado para crescer com as classes C, D e E. Ele lembra, por exemplo, que nos Estados Unidos de cada 100 itens alimentícios em comercialização, 35 já são diet ou light. No Brasil, de cada 100, apenas 15 pertencem a essa categoria. ''E a indústria, nesses casos, vende valor agregado, conceito de saúde, o que garante preços um pouco melhores, e ainda economiza no produto, possibilitando melhorias nas margens'', acrescenta.
O executivo da Store Gestão & Marketing pondera, entretanto, que chamou a atenção na pesquisa o fato de que os consumidores ainda se confundem sobre o que é diet e o que é light. Ele lembra que os produtos diet são aqueles sem açúcar, em geral, e que se voltam para pessoas com algum problema de saúde. Os light, em contrapartida, se apresentam com a redução de algum componente em sua fórmula, seja de gordura, calorias ou carboidrato. (AE)

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