Estudo revela critérios de escolha do banco
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segunda-feira, 11 de março de 2013
João Fortes <br> <br> Reportagem Local 
Abrir uma conta em uma instituição sólida e que ofereça boa localização das agências. São os principais motivos que levam correntistas brasileiros a optar por um banco, de acordo com um estudo recente realizado pelo Instituto Fractal de Análises de Mercado.
A pesquisa se baseou nas opiniões de 6,7 mil pessoas de 30 municípios brasileiros e que têm renda mensal variando entre R$ 800 e R$ 4 mil, além de 2.640 entrevistados de nove capitais, que ganham acima de R$ 4 mil. Para o primeiro grupo, a localização das agências é o principal atributo, seguido da solidez e simpatia com o banco.
Já para os entrevistados com renda maior, a solidez é mais importante e em seguida aparecem localização e isenção ou redução de tarifas como outras prioridades. ''Como muitos bancos quebraram nos últimos anos, essa questão da solidez acabou virando uma prioridade. Isso beneficia muito Caixa Econômica e Banco do Brasil, por serem públicos, mas também marcas consolidadas como Bradesco e Itaú'', analisa o vice-diretor do Instituto Fractal, Celso Grisi.
Além disso, ele destaca que o estudo confirma uma tendência de mudança no perfil dos correntistas brasileiros. ''Há uma mudança grande de dois anos pra cá. Os correntistas priorizam mais ter um banco sólido, com atendimento de qualidade e que atende às necessidades financeiras do que aquele que cobra juros mais baratos'', explica.
Para o grupo considerado de alta renda, o atributo das taxas é a nona prioridade, enquanto que para os outros correntistas aparece na sétima colocação.
A rapidez no atendimento tem maior peso para ambos os perfis de entrevistados, sendo o quarto atributo para as pessoas com renda superior a R$ 4 mil. Já quem recebe até esse valor considera esse o sexto atributo mais importante, mas menos prioritário do que um bom atendimento, que aparece em quinto. ''Isso quer dizer que ele até tolera alguma lentidão, desde que o atendimento seja bom'', ressalta Grisi.
Se por um lado os entrevistados da pesquisa passaram a se preocupar menos com as taxas de juros, estão sentindo mais o peso das tarifas. Motivo que, segundo o estudo, tem levado a uma redução na quantidade de contas abertas em diferentes instituições, com a tendência de concentrar o maior número de serviços possíveis em uma conta apenas.
Entre os usuários com renda mensal entre R$ 800 e R$ 4 mil, a média no número de contas por pessoa era de 1,43 em 2009 e passou de 1,31 em 2011 para 1,11 em 2012. No caso dos correntistas com alta renda, a média, em 2009, era de duas contas por usuário. Já em 2011, o cálculo chegava a 1,83, reduzindo para 1,80 no ano passado. ''Para pagar cada vez menos tarifas, os brasileiros estão optando por usar os produtos e serviços de um só banco'', finaliza Grisi. Uma tendência que, na opinião do economista, deve aumentar ainda mais a concorrência entre os bancos.



