O efeito da alta dos juros sobre o déficit público neste ano será neutralizado pelo pacote fiscal de R$ 20 bilhões de novembro, o que dará ao governo mais espaço para a redução das taxas, prevê relatório da corretora norte-americana Morgan Stanley Dean Witter.
A corretora estima que os juros básicos, hoje em 34,5% ao ano, voltem ao nível de outubro de 97 (21%) no final de setembro deste ano, mesmo que somente 75% do pacote proposto pelo Executivo seja posto em prática. A razão disso, para a Morgan Stanley, está no fato de que apenas uma pequena parcela da dívida líquida do governo está de fato atrelada às altas taxas de juros posteriores a outubro.
Por esse motivo, a trajetória dos juros projetada pela corretora norte-americana é bastante otimista. Prevê que a taxa básica (TBC, Taxa do Banco Central), atualmente em 34,5% ao ano, deva estar em 31% até o final de março. Para junho, a estimativa é de 25%, voltando a 21% em setembro.
A Morgan Stanley prevê ainda que a oferta de títulos do governo no primeiro trimestre deve ser 29% menor que a de igual período do ano passado. Enquanto nos primeiros três meses de 97, venceram R$ 108 bilhões, a previsão é que vençam R$ 77 bilhões no mesmo período deste ano. Na avaliação da corretora, o governo conseguirá rolar todo esse montante no mercado financeiro.

mockup