Existe viabilidade para a construção de um centro de convenções em Londrina para 5.750 pessoas, com previsão de receita de R$ 165 milhões e retorno ao investidor em cinco anos de funcionamento, que deve fomentar o turismo de negócios e a economia local. A conclusão técnica que faltava para embasar a busca por investidores consta no estudo Estudo de Viabilidade do Centro de Convenções de Londrina, feito pela consultoria Jones Lang La Salle Hotels e apresentado ontem na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). Documento que levou otimismo a entidades empresariais da cidade, que projetam o início da obra em 2015 e a implantação do projeto até 2017.
Depois da apresentação de ontem, o presidente do Londrina Convention & Visitors Bureau (LCVB), Reinaldo Cassimiro da Costa Junior, afirmou que já foram marcadas três reuniões com grupos de investidores. O estudo, produzido por uma multinacional inglesa especializada em hotéis e centros de convenções, fortalece a viabilidade do projeto e apresenta sete áreas (veja mais no quadro ao lado) que estariam disponíveis, em raio de no máximo 9 km do Centro. "Agora vem o segundo passo e vamos disponibilizar esse material completo para quem tiver interesse", contou Costa Junior.
O custo estimado de investimento é de R$ 18 milhões a R$ 28 milhões. Nos cinco anos para recuperação dos recursos, a previsão é de promover 60 grandes novos eventos em Londrina, que atrairiam 200 mil visitantes. Para a prefeitura, seriam ao menos R$ 10 milhões a mais em arrecadação somente de impostos, sem contar os benefícios em geração de emprego e de renda no comércio e na indústria. "É algo que aumentará o gasto de turistas no comércio e na rede hoteleira da cidade, que é uma das melhores", afirmou o presidente da Acil, Flávio Balan.
Balan acredita que um grupo de investidores deve tomar a frente do empreendimento até o fim do ano. Para Costa Junior, a construção deve começar até meados de 2015, para fazer com que o município deixe de perder eventos para cidades como Curitiba, Florianópolis (SC), Campinas (SP) e Uberlândia (MG). "Entre 2010 e 2012, Londrina perdeu 35 eventos e deixou de receber 180 mil visitantes, que movimentariam a economia local em R$ 115 milhões", afirmou o presidente do LCVB, com estimativa sobre candidaturas feitas pela entidade para Londrina sediar grandes convenções.

Locais
No estudo, são feitas sete sugestões de lugares para o centro de convenções, mas não são os únicos locais disponíveis em Londrina. Sobre as opções dadas, Costa Junior disse que se tratam de espaços com acesso facilitado, infraestrutura de serviços, alimentação e hospedagem no entorno, cada um com características específicas. Ele citou, por exemplo, que existe a possibilidade de ampliação do Centro de Eventos e Exposições de Londrina (CEEL) em terreno anexo. Outra opção seria o uso de área próxima ao Marco Zero, ao lado da rodoviária, com fácil acesso ao aeroporto e a shopping, teatro e hotéis.
São recomendações, porém, que se invista em um terreno de no mínimo 15 mil metros quadrados (m²), com 7,8 mil m² de área construída em espaços versáteis, para sediar eventos de diversos tamanhos – o que não é possível hoje no CEEL, por exemplo. É preciso ter ainda estacionamento com 1,8 mil vagas para automóveis, vans e ônibus. "A própria cidade seria cliente, porque organiza mais de 3 mil eventos ao ano", disse o presidente da LCVB.
O estudo foi feito em parceria de LCVB, Acil, Sebrae, Sicredi, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Sindimetal), Sindicato dos Hotéis e Restaurantes (Sindihotéis) e empresários associados.

Imagem ilustrativa da imagem Estudo mostra viabilidade de centro de convenções
mockup