Um amplo estudo sobre o potencial energético mostra que o País pode ampliar em 80 mil megawatts sua capacidade de geração de energia elétrica, que hoje é de 73 mil megawats. O estudo foi desenvolvido pela Associação Brasileira da Infra-Estrutura e da Indústria de Base (Abdib). Inclui projetos já licitados ou autorizados pelo órgão regulador (alguns em execução), outros a serem licitados ou autorizados (todos já devidamente estudados em sua viabilidade técnica e comercial) e uma terceira categoria, a de projetos inventariados (possíveis tecnicamente de serem realizados). No total, são 384 projetos somente nas áreas hidrelétrica e termoelétrica, sem contar os empreendimentos em outras formas de geração, como biomassa e eólica.
O presidente da Abdib, José Augusto Marques, salientou para a Agência Estado que ''o potencial está dividido também por tipo de empreendimento, o que abrange as categorias de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), com 228 projetos somando 3.063 megawatts; usinas hidrelétricas (UHEs), com 112 projetos totalizando 44.619 megawatts; usinas termoelétricas (UTEs) a gás natural ou carvão, com 43 projetos somando 17.492 megawatts; uma usina termonuclear (UTN) com 1.300 megawatts; projetos de co-geração a partir de biomassa (especialmente bagaço de cana), com o potencial de 8.350 megawatts; e projetos de geração eólica (que utiliza os ventos), com potencial de 5.000 megawatts. No total, são 79.824 megawatts de potencial já estudado.
Os números em relação à geração de energia eólica e a partir de biomassa são conservadores. A Associação das Empresas de Conservação de Energia (Abesco), por exemplo, indique um potencial de co-geração por biomassa, no Brasil, de 12 mil megawatts. O Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE), que realizou o mapa eólico do Brasil, aponta um potencial de 25 mil megawatts.
Marques explicou que, no estudo da Abdib, se demonstra que, nessa expansão possível de geração no País, a hidreletricidade representaria 59,7% (sendo 3,8% em PCHs e 55,9% em UHEs); a termoeletricidade, 23,5% (com 21,9% provenientes de gás natural e carvão e 1,6% de termogeração nuclear); biomassa, 10,5%; e energia eólica, 6,3%.
A Abdib salienta que seriam necessários US$ 77,6 bilhões para tornar o potencial em realidade de geração de energia.

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