Com preços menores o agricultor também terá que conviver com custos maiores. Um estudo da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) indica aumento médio de 20% nos custos de produção da próxima safra. A variação maior se dá no custo das sementes com aumento de 25,6% em relação a safra anterior; a seguir os fertilizantes tiveram variação média de 23%.
Aliado a um aumento médio de 17,45%, considerando fertilizantes, sementes, defensivos, mão-de-obra e máquinas, é preciso considerar também custos para o controle da ferrugem asiática. Segundo Robson Mafioletti os custos totais de produção na safra 2003/04 foram de R$ 26,50/saca e para esta deverão ser R$ 32,14, com aumento de 21,24%.
Os estoques mundiais maiores e o recuo da China na compra do grão também deverão inflenciar os preços da próxima safra. De acordo com Mafioletti, o preço das commodities negociados na Bolsa de Chicago, estão situados na média histórica e não nos mesmos patamares da safra 2003/04. Os preços para a soja estão sendo negociados a US$ 5,90/bushel menos o prêmio, que no caso de Paranaguá é de US$0,35 bushel, o que resulta em US$ 5,55/bushel, ou seja, US$ 12,22/saca de 60 kg no porto. De acordo com Mafioletti, menos custos portuários, fretes e outros, a liquidação para o produtor neste momento no interior do Paraná para a nova safra se situa entre R$ 32 a R$ 36/saca/60kg. (C.B.)

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