Florianópolis - Trabalho realizado pelo Banco Central reúne a experiência de brasileiros que se declaram em situação de endividamento excessivo e descontrole financeiro. Um dos objetivos da pesquisa qualitativa é guiar as ações da instituição no seu programa de educação financeira. Foram identificadas três situações que levaram essas pessoas ao endividamento excessivo.
A primeira é a ocorrência de fatos inesperados que geraram descontrole financeiro, como perda de emprego ou renda, doenças, gravidez não programada e divórcio. A segunda é a falta de planejamento, com excesso de parcelamentos, uso de linhas de crédito de forma descontrolada e compras excessivas. Foi citado ainda o empréstimo do nome ou do cartão de crédito para financiar outras pessoas, como familiares.
Foram entrevistadas pessoas que recorreram a Procons ou Defensoria Pública ou que estão com nome em cadastros de inadimplentes. "Os consumidores se reconhecem como os principais responsáveis pela situação, mas também entendem que parte da responsabilidade é das instituições (financeiras)", diz Elvira Cruvinel, chefe do Departamento de Inclusão Financeira do BC.
Em relação à responsabilidade dos bancos, os entrevistados afirmaram que as instituições financeiras utilizam "armadilhas" que podem levar ao endividamento excessivo, como oferta ostensiva de crédito e falta de informações sobre a operação. A pesquisa foi realizada em quatro capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife) e divulgada durante 6º Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira.

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