Estudo do Arco Norte pode custar um terço da estimativa inicial
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sábado, 04 de fevereiro de 2012
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
O estudo de viabilidade do Projeto Arco Norte pode custar um terço dos R$ 2 milhões inicialmente previstos. A informação foi passada ontem por Tibor Tiboldi, representante da Lufthansa Consultoria, que veio da Alemanha a Londrina especialmente para conhecer o projeto.
O Arco Norte visa ao desenvolvimento regional e tem como âncora um
aeroporto internacional de carga a ser construído na Zona Sul de Londrina,
próximo à Mata dos Godoy. Ele envolve os municípios de Londrina, Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Rolândia, Arapongas, Apucarana e Assaí.
Tiboldi se reuniu na sede da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), com Marcelo Mafra e Luís Figueira, ambos representantes da Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada pela Acil e pela Sociedade Rural do Paraná (SRP) para articular o projeto.
Também participou da reunião o gerente geral da Companhia de Aeroportos da África do Sul (ACSA), Christopher Hlekane, que está no Brasil para disputar a licitação de aeroportos aberta pelo governo federal. Por operar terminais aeroportuário de carga e também ser cliente da Lufthansa Consultoria, ele foi convidado a apresentar sua experiência na área.
A Lufthansa ficou de enviar o orçamento do estudo de viabilidade do Arco Norte na próxima quarta-feira. ''Queremos que este estudo esteja pronto no máximo em seis meses'', disse Marcelo Mafra. Ele contou que o trabalho deve demorar cerca de três meses para ficar pronto. Mas o dinheiro para pagá-lo ainda não se sabe de onde virá.
''Eu acredito que um projeto desta natureza requer uma visão de longo prazo. A estratégia através da qual ele se desenvolve tem de ser forte'', salientou Hlekane. Segundo ele, se o estudo de viabilidade ''for qualificado'', as chances de viabilização do Arco Norte serão maiores. O sul-africano contou que a maior fonte de receita da ACSA vem das cargas.
Público e privado
Duas frentes trabalham, nem sempre em sintonia, para a viabilização do Arco Norte. Uma reúne a iniciativa privada, sob o comando da Sociedade de Propósito Específico da Acil e da Rural. A outra, um consórcio de municípios, ainda não saiu do papel.
No final do ano passado, os prefeitos dos oito municípios que integram o projeto assinaram um protocolo para a formação do Consórcio Arco Norte. Mas sua formalização depende de projetos de leis a serem aprovados nas câmaras dessas cidades.
O prefeito Barbosa Neto (PDT) já enviou o projeto à Câmara. Ele foi protocolado com o número 026/2012, mas ainda não está tramitando e nem disponível no site do Legislativo. Segundo o secretário municipal de Gestão Pública de Londrina, Marco Cito, os municípios de Assaí e Rolândia já aprovaram os deles.
Por meio do consórcio, as prefeituras poderão destinar recursos ao projeto. A necessidade mais urgente é reunir o dinheiro suficiente para o projeto de viabilidade que provalmente será realizado pela Lufthansa Consultoria. Por enquanto, não há nenhum centavo destinado para este fim, nem dos municípios, nem da iniciativa privada.
Já a execução do projeto está estimada em R$ 5 bilhões porque, além do terminal aeroportuário, estão previstas obras de infraestrutura rodoferroviária. No Plano Plurialnual (PPA) da União, existe uma emenda destinando R$ 300 milhões para o Arco Norte. Mas, para conseguir o dinheiro, é preciso convencer a presidente Dilma Roussef da importância e da viabilidade do projeto.


