Estudo avalia as deficiências do setor têxtil
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de dezembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
O setor têxtil, com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), está patrocinando um estudo especial sobre o segmento para definir as deficiências e vantagens comparativas das empresas brasileiras.
O objetivo do Estudo da Cadeia Têxtil - Produtividade, como é chamado, feito pela consultoria suíça Gherzi Textil e Organization, é definir em quais segmentos a indústria brasileira pode ser competitiva dentro do setor têxtil. Nos segmentos em que houver gargalos, a idéia é promover investimentos direcionados. Os participantes do projeto querem reverter a tendência do setor nos últimos anos.
Vale lembrar, por exemplo, que em apenas quatro anos, entre 1992 e 1996, 770 empresas têxteis foram fechadas. O nível de emprego em toda a cadeia têxtil caiu de 2,1 milhões para 1,1 milhão no mesmo período. E o saldo da balança comercial têxtil, que era positivo em US$ 956 milhões em 1992, ficou negativo em US$ 1,015 bilhão no ano passado. Nestes quatro anos, a concorrência internacional não deixou dúvidas sobre a fragilidade da indústria brasileira: a importação de produtos têxteis cresceu 330%, a de têxteis manufaturados, 400%, e a de confecções, de 784,6%. Os dados são da Abit (Associação Brasileira das Indústrias Têxteis), uma das entidades de classe que patrocina o projeto. Outra entidade é a Abravest (Associação Brasileira do Vestuário).


