Estudo aponta que plano de rentenção está esgotado
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terça-feira, 06 de março de 2001
Agência Estado São Paulo 
A política de retenção de café encontra-se esgotada, pois até o momento não produziu nenhum resultado positivo. A conclusão é de um estudo elaborado pelos pesquisadores Luiz Moricochi, Nelson Martin e Celso Luis Vegro, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Segundo eles, no período de outubro de 1999 a setembro de 2000, a participação brasileira no mercado internacional caiu para 21% (18,7 milhões de sacas), em comparação com 27% (22,9 milhões de sacas) no ano-safra anterior. Pior: isso representou redução na receita cambial da ordem de US$ 400 milhões, pois o País deixou de exportar 4,2 milhões de sacas. Mais: nos Estados Unidos, principal mercado consumidor, o Brasil perdeu a liderança entre os principais fornecedores, passando para o quarto lugar, atrás de México, Colômbia e Guatemala.
O País exportou menos e ao mesmo tempo abriu espaço para os concorrentes, que se aproveitaram, pelo menos momentaneamente, da ausência brasileira, informa o IEA.
Conforme o estudo do IEA, os produtores brasileiros têm sido prejudicados em cerca de R$ 15/saca, por causa do repasse dos custos dos cafés retidos pelos exportadores.


