O estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) ainda aponta ''mitos e verdades'' sobre a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF). Dez afirmações desmitificam a cobrança do tributo. Por exemplo, a afirmação de que a extinção da CPMF dificultaria o combate à sonegação é classificada como mito. A explicação é que a Receita Federal dispõe de instrumentos legais para acompanhar a movimentação financeira dos contribuintes, independente do tributo.
Outro mito apontado é que o imposto onera mais a população de alta renda. Essa afirmação é rebatida porque as empresas também recolhem o tributo, onerando diretamente o bolso dos consumidores. ''Em média, o custo da CPMF é de 1,7% do preço final das mercadorias e serviços'', afirma o levantamento. O estudo também aponta que nem todo o dinheiro arrecadado com o tributo é aplicado nos sistemas de saúde, previdência e combate à pobreza. Pelo menos 20% da arrecadação não é aplicado nestas áreas porque o governo federal pode direcionar os recursos para outros setores devido à Desvinculação das Receitas da União (DRU).
A CPMF também é apontada como um sistema barato de arrecadação e de baixa sonegação devido ao acompanhamento do recolhimento do tributo feito junto às instituições financeiras, o que torna a contribuição com baixo índice de sonegação.

Serviço
- O estudo ''Mitos e Verdades sobre a CPMF'' pode ser lido na íntegra no site do IBPT (www.ibpt.com.br).

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