Estudo aponta aumento na
exportaçao de frango no ano
Os produtores de frango vão ampliar suas exportações em 2000 em mais 76 mil toneladas, elevando as vendas externas de 760 mil toneladas para 836 mil toneladas, revelou um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade São Paulo (Fipe-USP). Os produtores já possuem contratos acertados com seus clientes no exterior e há toda uma programação nas exportações do setor de frangos.
A produção de frangos será ampliada de 5,1 milhões de toneladas para 5,5 milhões, mais 400 mil toneladas, diz o estudo da Fipe. O consumo interno é impulsionado principalmente pela taxa de crescimento da população, avaliada entre 1,2% e 1,3%, e pelo crescimento da renda da população, projetada em 2,5%.
Segundo os analistas da USP, ‘‘a competitividade externa do setor já vinha se revelando ao longo dos anos 90, por meio de exportações crescentes’’. Somente em 1995, quando se manifestaram os efeitos do Plano Real sobre a distribuição de renda, o consumo doméstico competiu com as exportações.
O que se verifica em todos os outros anos é um crescimento simultâneo das exportações e do consumo doméstico. De fato, diz o estudo, a consolidação do mercado interno vem possibilitando ao setor ganhos de escala que reforçam sua competitividade externa. ‘‘Mercado interno vigoroso e competitividade das exportações podem ser complementares, ao invés de concorrentes’’, diz o estudo.
Os analistas da Fipe ainda salientam que também para produtores rurais e para a agroindústria processadora de carnes de frango, o ano de 1999 foi marcado pela superação de importantes desafios. No início do ano, afirma o estudo, o fim da sobrevalorização do real alimentou a expectativa de um crescimento vigoroso das exportações, mas, em contrapartida, elevou o custo de produção. No segundo semestre, a escassez de milho no mercado interno provocou novo choque nos custos do setor.
O crescimento das exportações foi mais lento do que se imaginava a princípio, o que deu margem ao surgimento de alguns desequilíbrios transitórios entre os segmentos de toda a cadeia produtiva. A produção de pintos de corte cresceu quase 12% entre fevereiro e março, passando a oscilar no restante do primeiro semestre.