Relatório divulgado semana passada pela Organização Internacional do Trabalho, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, revela que o número de mulheres empregadas no mundo é recorde mas que as desigualdades persistem. Entre elas, a situação de emprego, segurança no trabalho, salários menores para realizar o mesmo trabalho dos homens e dificuldades no acesso à educação. De acordo com o relatório Tendências Mundiais do Emprego para as Mulheres 2007, em 2006, havia 2,9 bilhões de trabalhadores no mundo, dos quais 1,2 bilhão eram mulheres. Entretanto, a OIT destaca que também há mais mulheres do que nunca em situação de desemprego (81,8 milhões), ou em empregos de baixa produtividade, na agricultura ou no setor de serviços, ou recebendo salários menores do que os homens pelo mesmo trabalho. O relatório também destaca que 47,9% das mulheres que trabalham estão em situação de emprego remunerado e assalariado, o que representa uma melhora diante dos 42,9% de dez anos atrás. No relatório anterior, datado de 2004, a estimativa era de que as mulheres correspondiam a pelo menos 60% dos trabalhadores pobres no mundo que não ganhavam o suficiente para superar, com suas famílias, a linha da pobreza equivalente a um dólar diário por pessoa.

Entidade criada em 1919 e incorporada às Nações Unidas (ONU) em 1946. Sediada em Genebra, na Suíça, tem como objetivos o intercâmbio de informações e a elaboração de normas para a melhoria das condições de trabalho e a promoção da justiça social em todo o mundo.

Segundo a OIT, estima-se que 60% das desistências escolares são de meninas que abandonam a escola para ajudar no serviço doméstico ou trabalhar. O estudo sublinha que, se as meninas não conseguirem completar sua educação básica, estarão comprometendo suas oportunidades de determinar seu próprio futuro.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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