Quinze alunos do Colégio Agrícola de Campo Mourão iniciaram ontem o monitoramento das lavouras de soja localizadas na microbacia do Rio do Campo.
Este é o sétimo ano consecutivo que o acompanhamento é realizado como parte do projeto de qualidade do ambiente produtivo rural desenvolvido na área. O objetivo é levantar o grau de infestação de pragas para orientar a aplicação de produtos fisiológicos e biológicos.
O monitoramento é feito por alunos dos dois primeiros anos do curso de técnico em agropecuária e vai se estender até o final de fevereiro do ano que vem. Os estudantes vão monitorar, duas vezes por semana, cerca de 100 pontos da microbacia, que tem 7.076 hectares. O trabalho deles é levantar infestação de percevejo, lagarta e do tamanduá da soja.
As informações coletadas pelos estudantes são tabuladas pela Emater/Embrapa, que emite um boletim sobre a situação de cada propriedade para as cooperativas, empresas de assistência técnica e de revenda de defensivos agrícolas de Campo Mourão. Com isso, quando o produtor procura uma dessas empresas para o combate de pragas em suas lavouras, são utilizados dados dos estudantes para a definição do produto a ser utilizado.
A microbacia do Rio do Campo é considerada pioneira na implantação do sistema de manejo integrado de solos e águas. Projeto começou na década de 70. Além disso, há mais de 20 anos é desenvolvido no região um amplo trabalho de recuperação e preservação ambiental. Algumas propriedades já se dão ao luxo de praticamente não usar nenhum tipo de agrotóxico, há alguns anos, em suas lavouras. A microbacia também foi pioneira na instalação de um laboratório comunitário para a produção da vespinha utilizada no controle ao percevejo da soja.

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