As leis estadual e municipal que garantem o benefício da meia entrada podem ser interpretadas de várias formas, segundo o coordenador do Procon, Flávio Caetano de Paula. ''A lei exige o benefício para estudantes e aposentados e nada impede a extensão disto a todos os outros clientes. Só que isto é aceito apenas em promoções e épocas especiais'', comenta. No entanto, ele diz que em ''situações perenes'', como a que ocorre no cinema os estudantes devem efetivamente pagar meio ingresso.
O coordenador do Procon diz, entretanto, que já conversou com os dirigentes da união dos estudantes e que, no geral, há mais gente satisfeita do que insatisfeita com a promoção. ''A Ules (União Londrinense dos Estudantes Secundaristas) avalia que a lei está sendo cumprida. Os estudantes vão ao cinema com parentes ou amigos que não pagam (meia) e, desta forma, o preço fica acessível a todos e, por isso, tem agradado'', observa.
Segundo ele, apenas a queixa de Kleber Moreno foi registrada no Procon. Sobre a audiência marcada em que dirigentes do cinema não compareceram, ele informa que o estabelecimento foi notificado a apresentar defesa. Se isso não ocorrer há sanções como multa e processo criminal por crime de desobediência. (F.M.)

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