Estrela quer os benefícios concedidos às montadoras
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quinta-feira, 04 de março de 1999
Cláudia Lopes 
O empresário do apresentador de televisão Carlos Massa, o Ratinho, Richard Tomal, que intermedia as negociações para possível transferência da fábrica da Estrela para Londrina, disse ontem que a mudança da empresa para o Norte do Paraná depende da liberação de uma verba de R$ 40 milhões por parte do governo do Estado. Segundo ele, o dinheiro poderia vir através de um financiamento subsidiado ou com recursos próprios do governo, a exemplo do que aconteceu com a Renault, onde o estado é um dos acionistas da empresa.
A Estrela quer as mesmas condições oferecidas às montadoras, afirmou ele. O prefeito de Londrina, Antonio Belinati, confirmou ontem à Folha que Richard Tomal é o intermediador das negociações entre a Estrela e o município.
Tomal acredita que o governo do Paraná irá se esforçar para viabilizar a instalação da indústria em Londrina por se tratar de um grande projeto. A fábrica deverá gerar 1,2 mil empregos diretos e outros 950 indiretos em facções que vão confeccionar roupas de bonecas. Além disso, a empresa atrairá vários fornecedores e outras empresas, disse Tomal.
Na próxima semana, Tomal tentará agendar uma reunião, em Curitiba, com o presidente da Estrela, Carlos Tilkian, o secretário do Estado da Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra, e o prefeito de Londrina, Antonio Belinati, para discutir o assunto.
Apesar de ter recebido propostas de diversos estados, o presidente da Estrela revelou ter preferência por Londrina, garantiu Tomal, que se diz amigo pessoal de Tilkian. Eu o conheço porque a Estrela é quem fabrica o boneco do Ratinho, o Xaropinho, contou o empresário, que é apucaranense.
A saída da Estrela de São Paulo é interessante porque a empresa reduzirá custos com salários e energia elétrica, aumentando sua competitividade, disse Tomal. Ele calculou que a empresa conseguirá reduzir até 43% de seus custos. A Estrela tem um faturamento anual de R$ 130 milhões, mas a desvalorização cambial deve fazer este número crescer, afirmou. A Folha tentou contatar o presidente da Estrela no final da tarde de ontem mas não obteve retorno das ligações.


