São Paulo - A indústria de brinquedos Estrela está investindo R$ 35 milhões na construção de mais duas fábricas que devem começar a funcionar ainda neste ano. Os parques estão localizados no município paulista de Itapira e em Três Pontas, no sul de Minas Gerais. No interior de São Paulo, a área construída totalizará 40 mil metros quadrados e a conclusão está prevista para 2004. A primeira etapa, de 25 mil metros quadrados, ficará pronta até agosto e a produção deve começar já no segundo semestre.
Em Minas, o investimento é na ampliação da planta, que foi inaugurada em 2001. A área de produção terá 20 mil metros quadrados.
De acordo com o presidente da Estrela, Carlos Tilkian, a empresa está apostando no aumento das exportações, que responderam no ano passado por 15% do faturamento e chegaram a R$ 4 milhões, daí a necessidade de ampliar a produção. A meta é elevar as vendas externas em 40%. O principal destino são os países da América Latina e os Estados Unidos, que compram principalmente bonecas, jogos de ação e brindes (brinquedos menores para fins promocionais).
Tilkian afirma que a Estrela tem condições de competir até com os fabricantes asiáticos, que praticamente abastecem o mundo, na maior parte das vezes na forma de terceirização, e são famosos pelos baixos preços. No caso da América Latina, o principal mercado para o Brasil, as tarifas do Mercosul garantem vantagem para os produtos brasileiros.
Antes do Plano Real, a empresa chegou a exportar US$ 15 milhões. Estavam na lista países da Europa, Austrália, Grécia. Mas a paridade entre real e dólar até interrompeu as operações externas a partir de 1995. Com a desvalorização, em 1999, a empresa voltou à cena e está neste momento em pleno esforço de recuperação do mercado.
Neste ano, no entanto, a situação é oposta. ''Estamos no pior momento deste processo'', avalia Tilkian. Isto porque as empresas são obrigadas ao mesmo tempo a absorver os aumentos causados pelo dólar e estão tendo prejuízo com as exportações. Mas o executivo acredita que a cotação deve ainda voltar a subir. Ele considera o valor de R$ 3,20 como ideal para fortalecer o processo de substituição das importações e estimular as vendas externas.
A Estrela conta com uma expansão de vendas de 10% para este ano e as exportações serão a principal âncora. Além do dólar, as expectativas ficam por conta dos lançamentos, dos investimentos em marketing e dos preços competitivos. Só no desenvolvimento de novos itens foram investidos R$ 25 milhões.

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