O ótimo feeling acerca do cenário econômico atual da chef de cozinha Carolina Rocha fez ela mudar completamente as estratégias do seu negócio e, assim, passar por águas menos revoltas em 2016 e, talvez, 2017. Em meados do ano passado, Carol resolveu fechar sua loja com atendimento direto ao cliente numa região nobre de Londrina ao perceber que as despesas estavam muito altas, apesar da demanda aquecida na época.

Assim, a microempreendedora individual resolveu abrir um ateliê de doces e bolos para festas apenas com atendimento agendado, conseguiu emprego como professora em duas escolas de gastronomia e agora mantém um faturamento similar ao que tinha em 2015. "Até o final do ano passado, estava fazendo por volta de cinco casamentos por final de semana, com alguns momentos chegando a dez eventos. Em 2016, a demanda caiu para dois a três casamentos, sendo que em alguns finais de semana não fiz nenhum. Não me arrependo de ter fechado a loja, na verdade, me arrependo de ter aberto, porque ainda não consegui recuperar o investimento feito naquele momento".

As contas de Carol mostram que ela tem razão. Mesmo com a demanda aquecida em 2015, os custos mensais na loja giravam em torno de R$ 16 mil. Agora, o valor caiu em torno de 37%, ficando na casa dos R$ 10 mil, mas com o faturamento similar devido aos trabalhos extras que ela conseguiu. "Possuo uma funcionária apenas três vezes por semana, que não precisa ficar no balcão da loja esperando o cliente chegar. Além disso, vou passar minha segunda gravidez mais tranquila, porque terei licença maternidade".

A chef de cozinha concorda com a pesquisa do Sebrae e acredita que só a partir de 2018 a situação, de fato, irá melhorar, com fôlego novo aos seus negócios. "Acredito que 2017 será ainda mais fraco que este ano, mas não estou preocupada devido ao bom ritmo de aulas que tenho nas escolas de gastronomia. Acredito que será um momento de organizar meu negócio, avaliar os principais gastos e assim entrar em 2018 de forma mais preparada". (V.L.)

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