O outro pilar da política externa, a estratégia Sul-Sul, igualmente provoca dúvidas dentro e fora do governo. Retomada de uma iniciativa fracassada dos anos 70, essa estratégia deixa clara a preferência do governo pelos acordos com países em desenvolvimento nas Américas, na África, na Ásia e no Oriente Médio.
De certa forma, foi encampada, sem problemas, pelos demais sócios do Mercosul, que festejam o acordo parcial com a Comunidade Andina de Nações (CAN), as possibilidades de fechar acertos ainda mais restritos com países como a Índia, a África do Sul e as incertas negociações com a China, a Coréia, Cingapura e o Egito.
Para Marcos Jank, professor da Universidade de São Paulo e diretor do Instituto de Estudos do Comércio e de Negociações Internacionais (Ícone), ao manter essa estratégia, o Brasil está ''trocando acordos mais consistentes por acordos incertos''. ''A gente pode buscar uma parceria Sul-Sul, mas sem perder de vista as relações Norte-Sul. O lamentável é caminharmos para um acordo pífio entre o Mercosul e a UE, termos jogado fora a Alca e fecharmos acordos parciais e limitados como ocorreu com a CAN'', declarou. (AE)

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