O reajuste nos preços de alguns alimentos e produtos de higiene e limpeza motivou a funcionária pública aposentada Doralice de Fátima Cargano a mudar a sua lista de compras, com o objetivo de reduzir os gastos no supermercado. ''Percebi que houve acréscimo nos valores e nos últimos dois meses adotei um novo método para controlar as despesas da casa e não fugir do orçamento'', conta.
''Devido à elevação dos preços, comecei a estipular um limite para comprar o principal e só levo os itens mais supérfluos se sobrar dinheiro. Consequentemente, abro mão de algumas coisas que antes não ficavam de fora do carrinho'', diz. Dentre os produtos que apresentaram alta, ela cita a carne, o leite, o arroz e o feijão.
Para não prejudicar o bolso da família - de quatro pessoas -, a aposentada opta, por exemplo, por uma marca de leite que esteja mais em conta e só compra carne com preços promocionais. ''Adotei essa prática há cinco meses porque o valor da carne está muito elevado'', relata. No caso dos produtos de higiene e limpeza, Doralice adquire apenas um tipo, que seja para uso geral, em vez de levar vários que são mais específicos. ''O limpa-vidro, por exemplo, eu não levo''.
Além dos itens de supermercado, ela observa que a conta de energia elétrica e o preço dos combustíveis também estão mexendo no bolso das pessoas. ''O preço dos combustíveis têm oscilado muito ultimamente, e de uma maneira que eu não consigo compreender porque antes não mudava tanto assim'', reclama. ''Para controlar os gastos, ultimamente tenho abastecido meu carro com gasolina porque o álcool não está compensando'', reitera.

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