ESTRATÉGIA É SÓ PARA AS GRANDES?
* Aurélio Martinski

Diz um antigo ditado que ônenhum vento lhe será favorável se não souberes onde queres aportar# (Sêneca). Então, definir um objetivo torna-se imprescindível quando falamos de estratégias e produtividade. Muitas empresas acreditam que formular planos, ou estabelecer um planejamento estratégico, é algo muito complicado; que só as grandes organizações possuem estrutura para suportar tal esforço. Outras crêem que o planejamento tira a flexibilidade da empresa, pois uma vez determinado o compromisso, este não pode mais ser mudado.
Na verdade, quando a organização possui uma meta, e planeja a forma de atingi-la, fica muito mais fácil perceber se esta poderá ou não ser alcançada. Então, mudar o rumo antes do naufrágio é mais simples, pois se está atento às variáveis que possam interferir no resultado esperado. No entanto, a maior dificuldade não é planejar, mas sim executar os planos estabelecidos. E há vários motivos que levam as organizações a não conseguirem alcançar seus objetivos. Porém, dois modelos de comportamento ocorrem com maior frequência.
Primeiro: dissociar os planejadores dos executores, envolvendo o mínimo de pessoas no processo, para ôfacilitar# a confecção do plano de ação. Com isso, o planejamento torna-se apenas um mero documento de prateleira (ou gaveta), para quando o ôchefe# pedir, e nada do que foi escrito será executado. Segundo: são planejadas metas audaciosas - ou pouco realistas -para alegrar as partes interessadas (acionistas, matrizes, diretores, etc.) e, imediatamente, começa-se a preparar justificativas para apresentar, caso nada dê certo.
No dias atuais, a estratégia não pode ser pensada apenas pela alta direção da empresa, já que o ambiente no qual as organizações estão inseridas se altera com extrema velocidade. Então, quanto maior o número de pessoas pensando estrategicamente o futuro da empresa, maior será a capacidade de perceber as alterações e de se adaptar a elas. E, o que é mais importante, quando as pessoas não participam do processo de construção, tornam-se resistentes às mudanças e não se sentem responsáveis pelo projeto.
Qualquer empresa, independente do tamanho ou perfil, pode formular estratégias de ação e perceberá que essa ferramenta facilita a consecução das metas. Sabe-se que, quanto maior a empresa, maior é a capacidade de acesso aos dados e de análise das variáveis que possam interferir no seu futuro. Porém, independente do tamanho, pode-se e deve-se analisar o máximo possível de variáveis para determinar os objetivos.
Todo planejamento deve ser encarado, sempre, como um processo de aprendizagem. Então, quando os objetivos estabelecidos não são atingidos, não é necessário justificar os erros mas, sim, analisar as suas causas e aprender com elas. Quem desejar saber mais sobre planejamento estratégico e produtividade, pode fazer contato com o IBQP-PR.
* Aurélio Martinski é consultor do Núcleo de Atendimento às Empresas do IBQP.

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