Estratégia e realismo no Rainbow Six:Siege
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de janeiro de 2016
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
"Fatiou, passou". Uma das célebres frases do Capitão Nascimento - personagem de Wagner Moura no filme Tropa de Elite durante o treinamento da equipe - cai como uma luva para explicar toda a estratégia que os jogadores precisam para invadir os cenários de Tom Clancys Rainbow Six: Siege, novo game de tiro em primeira pessoa (FPS) da Ubisoft para Playstation 4, Xbox One e PC. Numa época em que o mercado está saturado de jogos neste formato, com empresas lançando anualmente franquias que prezam pelo tiroteio frenético e ações num futuro ficcional, a publisher francesa traz aos gamers um jogo, digamos, mais realista e pensante.
A reportagem da FOLHA jogou uma cópia do game e decreta: no novo Rainbow Six é preciso estratégia antes de disparar o primeiro tiro. É bem verdade que como seus concorrentes, o jogo preza muito pelo modo multiplayer online, sem campanha single, mas traz dez cenários que funcionam como tutorial e auxiliam no ganho de credibilidade, moeda de jogo que ajuda na melhoria de armas e desbloqueio de personagem. E de fato, são bem divertidos e imersivos.
Um dos cenários mais interessantes no modo offline é o resgate de reféns dentro de um avião. Tudo é muito pensado, tático, relembrando bem como a polícia especial norte-americana trabalha neste tipo de ação. Aliás, as possibilidades oferecidas pelos cenários aguçam a criatividade do jogador, que pode "invadir o local" por diversos pontos, utilizando rapel, rompendo portas e janelas, explodindo bombas de gás, ou sendo calculista aniquilando os terroristas de forma mais pensada.
No modo multiplayer, como não poderia deixar de ser, a dificuldade aumenta consideravelmente. Mas há um ponto bem legal: jogando com outros jogadores, como uma equipe policial ou terroristas bem organizados, a conversa afinada e a criação de estratégias são fundamentais para sair vitorioso dos confrontos. Em todos os modos, as batalhas estão ligadas diretamente a guardar ou destruir contêiner com material biológico, resgatar ou manter pessoas inocentes e proteger ou desativar bombas.
No que diz respeito aos gráficos, a reportagem concluiu que a Ubisoft trabalhou com excelência, entregando um jogo polido, com detalhes nos cenários e, portanto, bem acabado para as nova geração de consoles. A imersão é bastante grande, o que garante boas horas de diversão, principalmente para quem curte jogar online. O conteúdo pouco extenso atrapalha um pouco na decisão de compra, mas quem dá prioridade para games FPS, sem dúvida, é uma das melhores opções nas prateleiras por aí.


