A venda de produtos a preço único continua sendo uma boa estratégia para atrair clientes. Primeiro foram as lojas de R$ 1,99, que, embora menos disseminadas, fazem sucesso até hoje. No centro de Londrina, outra modalidade de comércio popular começa a se expandir, vendendo utensílios domésticos, brinquedos, doces, produtos de limpeza e de higiene a R$ 1,00. E o mais novo setor a usar a fórmula é o de supermercado. O Super Muffato iniciou, há cerca de 30 dias, uma campanha programada para durar 45 dias, desenvolvida em três etapas.
Na primeira etapa, centenas de produtos foram vendidos a R$ 1,99. Atualmente, todas as lojas do Estado vendem outras centenas de produtos a R$ 1,48. Nos próximos dias, os preços vão baixar, segundo o diretor geral do grupo em Londrina, Everton Muffato. ‘‘Vamos colocar produtos à venda por menos de R$ 1,00’’, diz ele, sem adiantar o valor exato das mercadorias.
Muffato calcula que, por enquanto, o fluxo de clientes nas lojas tenha aumentado em 10%. ‘‘Poderia ser um número mais significativo se o varejo não estivesse em crise em abril e maio’’, comenta. O setor registrou, nacionalmente, queda de 15% nas vendas no período. A campanha já estava programada antes mesmo da redução das vendas que, classifica Muffato, pegou o setor de surpresa. ‘‘A campanha acabou vindo em boa hora’’, observa, acrescentando que a promoção já foi incluída no calendário anual do grupo.
A Rede 1 Real, que chegou a Londrina há dois anos e meio, também atrai uma clientela fiel. Semana passada, a rede abriu a segunda loja na cidade e já procura um ponto para uma terceira, prevista para ser inaugurada em três ou quatro meses.
O gerente da loja, Edson Nunes, diz não ter dados do número de pessoas que frequenta a rede diariamente, mas não reclama do movimento. A exemplo das lojas de R$ 1,99, a Rede 1 Real vende utensílios domésticos, brinquedos, produtos de limpeza e de higiene e produtos alimentícios. Nunes informa que 90% da mercadoria vêm de São Paulo e o restante é comprado em Londrina e região.
‘‘Conseguimos bons preços porque compramos em quantidade, para atender toda a rede em Londrina e no Estado de São Paulo e pagamos à vista’’, diz o gerente. A margem de lucro da loja, segundo ele, já chegou a 30%, mas hoje gira em torno dos 15%. ‘‘As mercadorias subiram muito depois do último aumento do combustível. Para não mexer no preço, reduzimos a margem’’, relata.
Quem frequenta a loja elogia a qualidade. ‘‘Conseguimos comprar bastante e as coisas são boas aqui’’, diz a dona de casa Cibele Fonseca Pardal. Ela diz que gasta cerca de R$ 5,00 quando vai à loja. ‘‘Saio com várias coisas, sendo que na loja de R$ 1,99 compro só dois produtos’’, compara. A dona de casa Alaíde Castro Silva também vai à loja frequentemente. ‘‘Se fosse no supermercado não compraria muita das coisas que compro aqui’’, justifica.

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